Pular para o conteúdo
Voltar para o blog
pró-laboredistribuição de lucrosLei 15.270/2025IRPFMSimples Nacionalplanejamento tributárioIRRFFator R

Pró-labore ou distribuição de lucros em 2026: o que compensa

9 min de leitura

Se você é sócio de uma empresa e retira até cerca de R$ 50 mil por mês de lucro, a resposta continua sendo a de sempre: distribuir lucro é mais barato que aumentar o pró-labore. Nessa faixa não há retenção na fonte sobre o lucro, enquanto cada real de pró-labore carrega contribuição previdenciária e Imposto de Renda pela tabela progressiva. O que mudou é que essa resposta deixou de ser universal.

A partir de janeiro de 2026, a Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025 (publicada no DOU de 27/11/2025), passou a exigir 10% de IRRF sobre lucros e dividendos pagos por uma mesma pessoa jurídica a uma mesma pessoa física residente no Brasil quando o total superar R$ 50.000,00 em um mesmo mês. E quem soma mais de R$ 600 mil de rendimentos no ano entra no regime anual de tributação mínima (IRPFM). Ou seja: acima desses patamares, a conta "lucro é isento, pró-labore é caro" não fecha mais sozinha — ela depende do seu volume de retirada, da sua contabilidade e, no Simples Nacional, do Fator R.

O que mudou em 2026: o fim da isenção total dos lucros distribuídos

Por três décadas, o art. 10 da Lei nº 9.249/1995 garantiu que lucros já tributados na empresa chegassem ao sócio sem novo imposto. A Lei nº 15.270/2025 manteve a lógica geral, mas inseriu duas camadas novas:

  • IRRF de 10% na fonte, quando os pagamentos de lucros de uma mesma empresa a uma mesma pessoa física superam R$ 50 mil no mês;
  • imposto mínimo anual (IRPFM), para quem recebe mais de R$ 600 mil de rendimentos no ano-calendário.

Há uma regra de transição relevante: lucros relativos a resultados apurados até o ano-calendário de 2025, cuja distribuição tenha sido aprovada até 31/12/2025 pelo órgão competente da sociedade e que sejam exigíveis nos termos da legislação civil ou empresarial, ficam fora do IRRF e fora do imposto mínimo — desde que o pagamento ocorra nos termos originalmente previstos no ato de aprovação, até 2028.

A Receita Federal detalhou dois pontos práticos dessa transição. Primeiro, para os lucros de 2025 era admitido levantar um balanço intermediário ou balancete de verificação de janeiro a novembro de 2025 e aprovar a distribuição com base nele; se o balanço definitivo de 31/12/2025 apontar resultado menor, a proteção se mantém, mas limitada ao lucro efetivamente apurado. Segundo, os valores aprovados devem estar registrados no passivo da entidade, conforme o cronograma de pagamento — e, a partir daí, deixam de compor a base dos juros sobre capital próprio. Se a sua empresa fez essa deliberação a tempo e registrou os valores, você ainda tem uma reserva "velha" para usar.

A regra dos R$ 50 mil por mês e por fonte pagadora

Três detalhes definem a aplicação prática:

  1. O limite é mensal. Vale por mês-calendário, não por trimestre ou por ano.
  2. O limite é por fonte pagadora. Cada pessoa jurídica conta separadamente. Se você é sócio de duas empresas distintas, cada uma faz seu próprio controle dos R$ 50 mil.
  3. Superado o limite, o imposto incide sobre o valor total. Esse é o ponto que mais surpreende. A Receita Federal, no material de Perguntas e Respostas sobre a lei, é explícita: o IRRF incide sobre o valor total do pagamento, sem dedução da base.

Repare na redação: a retenção é devida quando o pagamento supera R$ 50.000,00. Um pagamento de exatamente R$ 50.000,00 no mês não sofre retenção.

O degrau de R$ 5.000 que quase ninguém percebeu

Lucro pago no mês IRRF de 10% Líquido para o sócio
R$ 50.000,00 R$ 0,00 R$ 50.000,00
R$ 50.001,00 R$ 5.000,10 R$ 45.000,90
R$ 55.555,56 R$ 5.555,56 R$ 50.000,00

Pagar um real a mais custa cinco mil reais de retenção. Para o sócio receber os mesmos R$ 50 mil líquidos, a empresa precisaria distribuir mais de R$ 55,5 mil. É por isso que o calendário de pagamentos virou parte do planejamento — e não um detalhe operacional.

O IRRF é antecipação, não custo definitivo

Aqui mora a nuance que a maioria dos textos ignora. O valor retido pode ser deduzido do imposto apurado no regime anual de altas rendas. E a própria Receita Federal esclareceu que, se o total de rendimentos do ano ficar abaixo de R$ 600 mil, o IRRF retido sobre os lucros pode ser restituído ao contribuinte. Para muita gente, portanto, os 10% são um problema de caixa e de prazo — não uma perda.

O recolhimento é feito em DARF com o código de receita 1841 – IRRF – Lucros ou Dividendos, até o último dia útil do segundo decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador (Lei nº 11.196/2005, art. 70, inciso I, alínea "e"). Isso vale inclusive para empresas do Simples Nacional: a Receita afirmou expressamente que, com a Lei nº 15.270/2025, a isenção do art. 14 da LC nº 123/2006 deixou de ser aplicada e que a retenção alcança também os optantes — inclusive com o mesmo direito à regra de transição.

Vale registrar que esse entendimento tem sido questionado por parte da doutrina, que sustenta que alterar isenção prevista em lei complementar exigiria outra lei complementar. Enquanto a discussão não amadurece, a orientação administrativa vigente é a da retenção — e é ela que a fiscalização vai aplicar.

O imposto mínimo (IRPFM) para quem soma mais de R$ 600 mil no ano

O IRPFM é apurado na Declaração de Ajuste Anual, e a primeira apuração será a do exercício 2027, ano-calendário 2026 — ou seja, ele já está correndo agora, mas só será acertado no ano que vem.

A alíquota é calculada pela fórmula do art. 16-A: alíquota (%) = (rendimentos anuais ÷ 60.000) − 10, aplicada na faixa entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão e chegando ao teto de 10% a partir de R$ 1,2 milhão de rendimentos no ano. Na prática:

Rendimentos no ano Alíquota mínima Imposto mínimo de referência
R$ 600.000 0% R$ 0
R$ 800.000 3,33% ~R$ 26.667
R$ 1.000.000 6,67% ~R$ 66.667
R$ 1.200.000 ou mais 10% 10% dos rendimentos

Desse valor você abate o Imposto de Renda já apurado no ano e o IRRF retido sobre dividendos. A base considera rendimentos recebidos, inclusive isentos ou tributados exclusivamente na fonte, com exclusões expressas na lei (poupança, títulos incentivados como LCI, LCA, CRI e CRA, determinadas indenizações, os lucros protegidos pela regra de transição, entre outros). Existe ainda um redutor (art. 16-B) quando a soma da tributação efetiva dos lucros na empresa com o IRPFM ultrapassa 34% — percentual que sobe para 40% no caso de seguradoras e demais entidades do setor financeiro e para 45% no caso dos bancos. É um cálculo que exige demonstrações contábeis da pessoa jurídica.

Um detalhe pouco divulgado: a capitalização de lucros também entra nessa conta. A Receita entende que incorporar lucros ao capital configura "emprego" de rendimento e, portanto, sujeita-se ao IRRF de 10% quando ultrapassa os R$ 50 mil no mês, além de ser computada na base do imposto mínimo. Em compensação, o valor incorporado pode ser somado ao custo de aquisição da participação na ficha de Bens e Direitos da declaração.

Pró-labore: o que a lei realmente exige

Não existe percentual legal de pró-labore sobre faturamento. O que existe é:

  • Obrigatoriedade de remunerar o trabalho. O sócio que presta serviços à própria sociedade é segurado obrigatório como contribuinte individual, e a Receita já formalizou (Solução de Consulta Cosit nº 120/2016) que ao menos parte dos valores pagos ao sócio que trabalha tem natureza de remuneração pelo trabalho, sujeita à contribuição previdenciária.
  • Piso previdenciário. O salário de contribuição não pode ser inferior ao salário mínimo — R$ 1.621,00 em 2026, conforme a tabela de contribuição mensal publicada pelo INSS.
  • Teto de contribuição. O salário de contribuição é limitado a R$ 8.475,55 em 2026 (Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026). Em regra, a empresa desconta 11% do pró-labore, limitados a esse teto — cerca de R$ 932 por mês no máximo.
  • Contribuição patronal. Além do desconto do sócio, há a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre o pró-labore. Para a maioria dos optantes do Simples Nacional ela já está embutida no DAS; a exceção relevante é o Anexo IV, em que a CPP é recolhida à parte — e é também o custo cheio de quem está no Lucro Presumido ou Real.

E há um efeito pouco lembrado da nova tabela: com o desconto simplificado mensal de R$ 607,20 e a redução criada pela Lei nº 15.270/2025 (de até R$ 312,89 por mês), um pró-labore de R$ 5.000 fica com Imposto de Renda zero na fonte em 2026. Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 a redução diminui progressivamente; acima de R$ 7.350 mensais ela desaparece e volta a tabela cheia, com alíquota de 27,5% na última faixa.

O efeito colateral esquecido: pró-labore, Fator R e o seu DAS

Para as atividades de serviço sujeitas ao Fator R, o pró-labore não é só custo — é chave de enquadramento. Pela Resolução CGSN nº 140/2018, calcula-se a razão entre a folha de salários dos 12 meses anteriores (FS12) e a receita bruta dos 12 meses anteriores (RBT12):

  • FS12 ÷ RBT12 ≥ 28% → Anexo III (alíquotas menores);
  • FS12 ÷ RBT12 < 28% → Anexo V (alíquotas maiores).

A folha considerada inclui a remuneração paga — salários, 13º e as retiradas de pró-labore — acrescida dos encargos efetivamente recolhidos, como contribuição previdenciária patronal e FGTS. Numa empresa que fatura R$ 1,2 milhão em 12 meses, atingir os 28% exige cerca de R$ 336 mil de folha no período — R$ 28 mil por mês. Se a folha de empregados já cobre R$ 18 mil, o pró-labore precisa completar os R$ 10 mil restantes. Nesse cenário, aumentar o pró-labore custa INSS e IRPF, mas pode economizar vários pontos percentuais sobre todo o faturamento. Confira as tabelas vigentes dos Anexos III e V no Portal do Simples Nacional antes de decidir.

Comparativo: três faixas de retirada em 2026

Faixa A Faixa B Faixa C
Pró-labore mensal R$ 5.000 R$ 5.000 R$ 20.000
Lucro mensal R$ 20.000 R$ 50.000 R$ 100.000
INSS descontado ~R$ 550 ~R$ 550 ~R$ 932 (teto)
IRRF sobre pró-labore R$ 0 R$ 0 ~R$ 4.335
IRRF sobre lucro R$ 0 R$ 0 R$ 10.000
Renda anual R$ 300 mil R$ 660 mil R$ 1,44 milhão
Exposição ao IRPFM Nenhuma Alíquota de 1% Alíquota máxima de 10%

Os números do IRRF sobre pró-labore consideram um sócio sem dependentes, usando em cada caso a dedução mais vantajosa: nas Faixas A e B, o desconto simplificado de R$ 607,20 (maior que os R$ 550 de INSS) leva a imposto de R$ 312,89, integralmente anulado pela redução da Lei nº 15.270/2025; na Faixa C, a dedução do INSS de R$ 932,31 supera o desconto simplificado, resultando em base de R$ 19.067,69 e imposto de R$ 4.334,88, já sem direito à redução.

Leituras diretas do quadro: na Faixa A, nada mudou em 2026 — o formato clássico segue imbatível. Na Faixa B, o sócio evita o IRRF por ficar exatamente no limite, mas ainda assim entra no imposto mínimo pela renda anual; o ajuste virá em 2027. Na Faixa C, os 10% retidos mês a mês tendem a absorver boa parte do imposto mínimo devido, e a discussão deixa de ser "pró-labore ou lucro" e passa a ser o desenho societário e o uso do redutor.

Sem contabilidade completa, você pode perder o direito de distribuir

Este é o ponto em que a conta trava para muita PME. Sem escrituração contábil regular, a distribuição isenta fica limitada ao lucro presumido — os percentuais do art. 15 da Lei nº 9.249/1995 aplicados sobre a receita bruta, menos os tributos do período. Com escrituração contábil regular, é possível distribuir o lucro contábil efetivamente apurado, ainda que maior. A Solução de Consulta Cosit nº 244/2025 confirmou esse raciocínio para empresas do Simples Nacional e deixou claro que a distribuição mensal só fica ao abrigo da isenção quando a escrituração contábil demonstra o lucro do período — controle informal em planilha não sustenta o direito.

Traduzindo: se você quer retirar acima do limite presumido, a contabilidade completa deixou de ser burocracia e virou pré-requisito.

Distribuição desproporcional entre sócios

É possível distribuir lucros fora da proporção das quotas, mas com condições. A previsão precisa estar expressa no contrato social, a deliberação deve ser formalizada em ata ou instrumento equivalente, e a operação precisa observar a legislação civil e ter finalidade econômica real — a Receita já reconheceu a isenção em hipóteses desse tipo (por exemplo, na Solução de Consulta Cosit nº 56/2019), sempre ressalvando que não pode servir para dissimular fato gerador.

Com a regra dos R$ 50 mil por pessoa física, a desproporcionalidade virou tentação: fatiar o pagamento entre cônjuge e filhos para ficar sob o limite. Vale o alerta do próprio material da Receita Federal, que declara partir do pressuposto de boa-fé, finalidade econômica efetiva, coerência com a atividade empresarial e observância das normas legais, societárias e empresariais. Sócio que não trabalha nem aportou capital, incluído no quadro em 2026, é exatamente o padrão que a fiscalização procura.

Erros que a Receita cruza

  • Retirada disfarçada: sócio que trabalha e recebe só "lucro", sem pró-labore — a Receita pode reclassificar a parcela correspondente ao trabalho como remuneração, com contribuição previdenciária e multa.
  • Lucro sem resultado: distribuição maior que o lucro apurado na escrituração gera lucro distribuído indevidamente, tributável.
  • Falta de ata: deliberação não formalizada pelo órgão competente, especialmente nas distribuições que dependiam da aprovação até 31/12/2025 — a Receita foi explícita ao dizer que uma simples proposta da administração não substitui a deliberação.
  • Pagamento fora do combinado: nos lucros antigos protegidos pela transição, alterar o cronograma originalmente aprovado pode fazer a proteção cair.
  • Divergência entre contrato social e contabilidade: desproporcionalidade praticada sem previsão contratual.

Como montar o calendário de retiradas do segundo semestre de 2026

  1. Feche os balancetes de janeiro a junho e confirme quanto de lucro apurado ainda está disponível para distribuição.
  2. Levante quanto já foi pago a cada sócio, mês a mês, por empresa, e verifique se algum mês passou dos R$ 50 mil sem retenção.
  3. Projete a renda anual de cada sócio somando pró-labore, lucros, aluguéis e aplicações. Passou de R$ 600 mil? Estime o IRPFM com a fórmula e reserve o caixa para 2027.
  4. Redistribua os pagamentos ao longo dos meses quando isso for compatível com a realidade do negócio e estiver deliberado formalmente — nunca como manobra artificial de última hora.
  5. Reveja o pró-labore agora se você depende do Fator R. Como o cálculo usa os 12 meses anteriores, um ajuste feito em agosto só produz efeito pleno ao longo de 2027.
  6. Programe os DARFs 1841 para o último dia útil do segundo decêndio do mês seguinte a cada pagamento sujeito à retenção.
  7. Formalize cada distribuição em ata e registre no passivo o que foi aprovado e ainda não pago.

Vale lembrar que 2026 é também o ano-teste da Reforma Tributária do consumo: CBS e IBS já estão em vigor com alíquotas simbólicas e, conforme orientação da Receita Federal, o contribuinte que emitir os documentos fiscais e as declarações de regimes específicos observando as normas e notas técnicas vigentes fica dispensado do recolhimento do IBS e da CBS neste ano. Isso não altera a tributação de pró-labore e lucros, mas consome atenção da equipe — e é mais um motivo para não deixar a decisão de retiradas para dezembro.

Quando vale a pena sentar com um contador

Se a sua retirada mensal está confortavelmente abaixo de R$ 50 mil e a renda anual não chega perto de R$ 600 mil, o modelo tradicional continua servindo bem. A conversa profissional passa a valer a pena quando pelo menos um destes pontos aparece: você ultrapassa o limite mensal em algum mês do ano, sua renda anual se aproxima de R$ 600 mil, sua empresa depende do Fator R, você distribui acima do lucro presumido ou pretende praticar distribuição desproporcional. Nesses casos, a diferença entre uma retirada bem desenhada e uma improvisada costuma ser maior que o custo de uma contabilidade completa.

A Commande Contábil atende empresas na Barra da Tijuca e em todo o Rio de Janeiro nesse tipo de decisão — escrituração contábil regular, cálculo do Fator R, simulação de retiradas e formalização societária. Se quiser revisar o seu calendário do segundo semestre, fale com a gente pelo WhatsApp (21) 99905-0896.


Conteúdo informativo, atualizado em 28 de julho de 2026 com base na Lei nº 15.270/2025, no material de Perguntas e Respostas da Receita Federal sobre tributação de altas rendas e na legislação vigente nesta data. A legislação tributária muda com frequência e a aplicação depende do caso concreto — consulte sempre as fontes oficiais e um contador habilitado antes de decidir.

Perguntas frequentes

Lucro distribuído ainda é isento de Imposto de Renda em 2026?
Não é mais automaticamente isento. Desde janeiro de 2026, pela Lei nº 15.270/2025, os lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física residente no Brasil sofrem 10% de IRRF quando superam R$ 50.000,00 em um mesmo mês. Pagamentos iguais ou inferiores a esse valor mensal não sofrem retenção, mas o rendimento continua entrando na conta do imposto mínimo anual se a renda total do ano passar de R$ 600 mil.
O IRRF de 10% incide só sobre o que passa de R$ 50 mil?
Não. Segundo o material de Perguntas e Respostas da Receita Federal sobre a Lei nº 15.270/2025, uma vez superado o limite de R$ 50.000,00 no mês, o IRRF de 10% incide sobre o valor total do pagamento, sem dedução da base de cálculo. Por isso pagar R$ 50.001 em um mês gera R$ 5.000,10 de retenção, enquanto pagar R$ 50.000 gera zero.
O IRRF de 10% sobre dividendos é um custo definitivo?
Não necessariamente. Ele funciona como antecipação: o valor retido pode ser deduzido do imposto apurado no regime anual de altas rendas (IRPFM). A Receita Federal esclareceu que, se a soma dos rendimentos do ano ficar abaixo de R$ 600.000,00, o IRRF retido sobre os lucros pode ser restituído ao contribuinte.
Qual é o pró-labore mínimo que o sócio deve retirar?
A lei não fixa um percentual do faturamento. O sócio que presta serviço à própria empresa é segurado obrigatório como contribuinte individual, e o salário de contribuição não pode ser inferior ao salário mínimo, que é de R$ 1.621,00 em 2026 conforme a tabela de contribuição mensal do INSS. O valor precisa ser compatível com o trabalho efetivamente prestado, e empresas do Simples sujeitas ao Fator R costumam ter vantagem em pró-labore bem acima do mínimo.
Empresa do Simples Nacional também retém os 10% sobre lucros?
Sim. A Receita Federal confirmou que a retenção também se aplica às distribuições feitas por empresas optantes pelo Simples Nacional, nas mesmas condições: acima de R$ 50.000,00 pagos no mês pela mesma empresa à mesma pessoa física. O recolhimento é feito por DARF com o código 1841, até o último dia útil do segundo decêndio do mês seguinte ao do pagamento.

Fontes consultadas

Nossa Proposta

Transparência e flexibilidade para atender suas necessidades.

Contábil e Fiscal

Valor mensal

Folha de Pagamento

Por vida

Serviços Extras

Por demanda

Venha para Commande Contábil!

Transforme a gestão contábil da sua empresa com tecnologia, expertise e atendimento personalizado.

Informações de Contato

Envie uma Mensagem

Ler a Política de Privacidade